Há umas semanas, alguém me escreveu: “Vivemos tempos muito estranhos…”; não podia estar mais de acordo, desde há dois anos repito: “Afinal, não saímos da Idade Média”, acenam com o medo e quase todos se curvam e enfileiram em rebanho, pois, de facto, “Vivemos tempos muito estranhos…”, quando, na cronologia temporal, os teóricos afirmam estarmos na “Era da Tecnologia”, tão-só a aplicação prática da ciência, constato que “Afinal, não saímos da Idade Média”, e nesta confluência de informação aterrorizante diária, desesperança, cinzentismo, alienação galopante, derrube sistémico dos Valores Essenciais, há uma corrente que postula a época de e para tudo: “época balnear, época de férias, época da neve, época das castanhas, dos morangos, das cerejas, e mais frutas houver, época dos saldos…”, enfim, até há a “época dos incêndios”, pasme-se, como se fosse uma decorrência normal esta monstruosidade criminosa, uma coisa vos garanto: se ninguém ganhasse muito dinheiro, não havia fogos –...