Se eu esperava outra coisa de ti? O que é que te parece? Vieste com falinhas mansas, ao início, falavas disto e daquilo, reparei, não penses que isso me passou em branco, não penses isso, que só te enganas a ti, na pausa forçada antes de falares, mau sinal, muito mau sinal, isto cá para nós, filtravas palavras ou pensamentos? Provavelmente, os dois, eu bem sabia que evitavas aquele vocabulário com aroma a matrecos e tremoços, no qual eras tão fértil, de pensamentos também não se podia esperar grandes elucubrações, por isso, ative-me à esperança, de, pelo menos, haver sinceridade, achei graça quando, logo ao início, naquele teu jeito desajeitado, a convidares-me para um copo, logo a mim, que nunca me haviam convidado para um copo, geralmente era para um café, eu, claro, até por fruto da educação, declinei, com uma desculpa sustentável, o teu primeiro arrojo, porém, com o olhar convidei-te a uma segunda tentativa, não o percebeste, confesso que apreciei essa tua genuína inabilida...