Uma Vaca chamada Vaz
Soube há poucos dias da existência desta Vaca, de nome Vaz, é natural, o meu olhar , confesso, não se demoraria numa Vaca velha, feia, muito feia, disforme, varizes por todo o lado, a relembrar os velhos e saudosos mapas de estradas, a cada mugido só lhe saem boçalidades e cobardias, como sempre, nas costas alheias, nada de novo, somente uma Vaca velha, feia, muito feia, disforme, varizes por todo o lado, talvez este facto a fizesse interessar por mapas, quiçá ao olhar-se, em determinada ocasião, a pergunta a nascer-lhe: não onde levará esta estrada, mas sim, como é óbvio, onde desembocará esta variz? É uma Vaca que gosta de passeatas, ora é vê-la, nos prados, com as suas congéneres, ora em arribas – expectável, com as toneladas avolumadas jamais desceria meio-metro, a menos que um guindaste próximo –, as companhias são as expectáveis de uma Vaca desta dimensão, um boi-albino castrado, também dado a mapas, talvez hipnotizado pela profusão de varizes nos enchidos da Vaca Vaz, ...