Para ela, regressar, desde que se lembra, sempre uma aura de derrota, se lhe pedissem para explicar, nem uma sílaba emitiria, talvez por senti-lo nas funduras do ser, onde o verbo nem à porta ousa bater, como agora, descortinava-lhe um sorriso, apatetado, no rosto, os filhos, atrás, em tumulto, não olhava a estrada, perdida no labirinto dos seus pensamentos, em verdade, do sentir, uma notória tristeza ameaçava submergi-la, desde o início, da viagem, ali só o seu corpo, não que desejasse continuar a estadia, a partir de certa altura, aquela rotina – casa, praia, casa, praia, casa, praia… – causou-lhe um enjoo que, em determinada ocasião, fê-la abrir a torneira e correr água fria sobre os pulsos, ouvira em algum lado este conselho, pelo menos, permitia-lhe, por uns minutos, abstrair-se do estatismo diário, há mais de uma década assim eram as férias, um apartamento, não disfarçava o tempo, alugado, a Sul, a distância da praia exigia automóvel, de certa forma, ela não descor...