A validação da alternadeira
Após o período de férias, mais que merecido num bordel, todos regressam aos seus postos de trabalho, sorridentes e felizes, há que angariar mais clientes, zelar pelo seu espaço e morder pelas costas (que mais resta a estes invertebrados cobardes?), foi vê-los, um a um, entrar com a máscara da felicidade, alguns, por ignorados motivos, nem o sol viram, como é o caso do tintim, a bichona partiu de férias roliça e pálida, regressou igual, ao contrário das outras, onde, mal ou bem, lá se descortinou uns fortuitos encontros com o sol, a palidez desta bicha, como é óbvio, levantou algumas questões, tudo comentado, de forma natural, nas suas costas, ninguém lhe queria ferir susceptibilidades, é uma bicha deveras sensível, e de língua afiada nas costas alheias, previsível, bichona que se preze tem de ser ágil com a língua, a seu lado chegou a porcachona, a porca-mor do pântano, uma das predilectas da alternadeira, não há imundície a que esta se furte, chafurda como poucas naquele lamaçal...