Conhecia cada curva, travessa, semáforo, passadeira, dali até à casa dos sogros, o trânsito a recrudescer, imobilizados, agora, naquele omnipresente vermelho, ela não se recorda de, alguma vez, ali não parar, como se uma sentença, olhou o passeio e seus transeuntes, o acaso levou-a a contemplar, no fim da rua, a majestosa árvore bem no centro do jardim, pois, de facto, apercebeu-se de que, ao contrário de cada curva, travessa, semáforo, passadeira, dali até à casa dos sogros, as árvores não conhecia, assim que a sua visão por aqueles ramos, que nem braços estendidos, numa abnegada súplica, para os céus, uma serenidade a nascer-lhe, questionou como pôde ignorar cada árvore, por sua vontade saía, neste momento, do carro, e repousaria debaixo das frondosas ramagens, ele nos antípodas dos seus pensamentos, o sorriso apatetado não o abandonara, pelo contrário, agudizara-se, afinal, quase a chegar à casa dos papás, em nada mudara, de certa forma, talvez dali nunca tenha parti...