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A mostrar mensagens de janeiro, 2024
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  Aproximei-me pelo sentir, afastei-me pela razão! in O lento esvoaçar das cortinas pela manhã
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A eternidade dura uma noite

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  Lembro-me de que eu estava em pé, ela sentada, naquele banco de madeira, engraçado, que rodeava uma árvore, não me perguntem qual, para além de pinheiros, eucaliptos, pouco mais, campo e cidade sempre tão distantes, ela insistia ( Então, não queres ir? ) , na altura, estava com a hesitação, se fosse agora…, respondi-lhe ( Queres mesmo ir? ), a noite convidava ao diálogo, eu que gostava de noites assim, hoje desaprendi o diálogo, e a noite, e…, a questão diante e em mim ( Então, não queres ir? ), não compreendi o quanto queria, muitas vezes sabemos as coisas mas insistimos em soterrá-las, por cegueira, por estupidez, por preguiça de um pequeníssimo passo, creio que, acima de tudo, pelo temor de nos perdermos e afinal sabermo-nos um outro, ela com o luar no sorriso a responder-me Sim, claro, o que eu esperava por aquele sim e agora sabia-me perdido, tentei apresentar argumentos Mas é tão longe. Já viste… E dormimos onde? Teríamos de levar quanto dinheiro… Ela levanta-se, aproxima...
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- Ainda acreditas em Deus? - Já acreditei mais… in O lento esvoaçar das cortinas pela manhã
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E ainda consegues sorrir…

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  A ideia foi minha. Sim, sem qualquer dúvida. Há tanto que lhe falava daquele lugar, de como seria bom nós dois por ali, então lembrei-me de um piquenique, logo eu que nunca fui dado a esse tipo de coisa, refeição, para mim, sempre de garfo e faca e sentado à mesa, só de pensar no desconforto, para não falar da irritação dos insectos, que sempre encontram uma forma de entrar sem convite, acho que nunca estive em nenhum, ou talvez tenha estado, mas para além do alcance da minha memória, apenas imagens esparsas, e onde não há memória não há estar, uma excursão, um lugar religioso, acordar enquanto o mundo ainda se espreguiça, talvez o almoço sobre uma manta estendida no chão, o tacho do arroz envolto em folhas de jornal, sempre demasiado amarrotadas, nunca percebi a razão de o arroz e das notícias, mas também não questionei o porquê dessa estranhíssima ligação, rissóis, fatias de carne assada, os inevitáveis refrigerantes, garrafas de um impressionante verde-escuro com a alegria l...

Adeus, Shane

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