Que hora será esta amanhã?
Bate ao de leve, como se negasse, a cada toque, exercido com o nó, do dedo médio, na porta, escurecida e fria, apesar de alva na sua génese, naquele desiludido corredor, sem janelas, o desejo de ali entrar, nisto Faz favor , o eco humano, proveniente do interior, bastou-lhe, rodou a maçaneta, era um gabinete para o rectangular, deparou-se com uma mulher, teria já dobrado os cinquenta, sentada a uma secretária, de bata branca, como era expectável, por trás dela, a única janela ilustrava o cinzento de mais um dia sem substância (De quantos assim não se faz uma vida? Talvez demasiados…), Sente-se, por favor , a voz, de novo, a trazê-la para o lado daqui das coisas, o eco humano, uma vez mais, a agradar-lhe, talvez, quem sabe, a possibilidade de uma ponte, depois de percorrer aquele desiludido corredor, sem janelas, após sentar-se, percebeu preocupação pela face e gestos da mulher, de bata branca, que já teria dobrado os cinquenta, sentada, diante de si, a atenção para uma folha, r...