Mensagens

A mostrar mensagens de dezembro, 2017
Imagem
Pedro de Sá HARMONIA                       … não choreis por Mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos…                                                   Lucas 23, 27-31 Sede prudentes como serpentes e inocentes como pombas.                                                    Mateus 10:16 ÍNDICE A página em branco………………………………………..5 A Ideia………………………………………………………50 A Escri...

Pouso Feliz

Apercebi-me de que trazia maresia comigo, assim que entro, dela só as costas, nem vestígios do rosto, àquela hora ocupava-se do jantar, enquanto os miúdos algures perdidos por algum écran, nem se apercebeu da minha entrada ou preferiu olhar noutra direcção, quedei-me pela dúvida, se bem que não por muito tempo, afinal, trazia maresia comigo, pouso a chave de forma audível, o suficiente que a fizesse olhar-me, ainda assim, ela não descurou a sua actividade, permaneceu de costas, por momentos, pensei que sentisse a maresia que trazia comigo...
Imagem
Imagem
Imagem

A dificílima arte desta coisa de nome viver

E, de repente, compreendo que já percorri mais de metade do meu caminho. Resolvo sentar-me e reflectir nisto. Olho para trás e tudo se me afigura uma irrealidade, como se uma névoa turvasse a minha estadia por aqueles lugares, apenas as cicatrizes como testemunho da autenticidade do ido. Tão estranho: já percorri mais de metade do meu caminho… E continuo à procura de uma razão para caminhar, como se, em grande parte, me tivesse deixado conduzir, ao sabor de uma corrente de velada fonte, por vezes, vislumbro um sentido para as coisas, contudo, logo de seguida desvanece-se do meu horizonte, no seu lugar apenas um desdenhoso absurdo, que me atomiza de encontro aos meus mais turvos receios...
Imagem
Em breve...
Imagem
"Entretanto, descera um silêncio de adeus no parque. Começou, também, a mover harmonia sob as águas, ao mesmo tempo que olhava as impressões do movimento. As impressões nascidas de si. Cada vez menos gente no parque. As janelas, dali avistadas, iluminavam-se. Olhou ainda as águas. E o crescente silêncio do carrinho. Já era tarde. Estava na hora de voltar. Levantou-se. Inicia um regresso vazio. Estava a ficar fresco, pensou. É melhor estugar o passo. Não vá o bebé acordar. Mas ainda a fonte. Detém-se num último olhar. A rapariga… Onde? Sim, é isso, onde nos perdemos? A mão no ventre, o olhar nas águas, e a incompreensão do silêncio." in A alma reflecte-se num espelho d´água
Imagem
"... volvida hora e meia, o estacionamento de terra, a distribuição dos sacos, a mãe à frente, a brancura publicitava ainda mais o efeito gelatina, seguia-se o pai, o azul-choque da tanga a contrastar com a alvura descarnada dos membros inferiores, o irmão aos saltos com a bola e mais qualquer coisa, a uns quantos passos atrás, a irmã, sempre nas faldas deste quadro, a olhar como se de uma janela, demoraram o seu tempo a instalar-se, após o guarda-sol, as toalhas, abrir as cadeiras, ligar o rádio, pô-lo audível em relação às ondas, fechar os sacos onde havia comida por causa da areia, ele deliciado a pôr protector nas costas da mulher, ela nem precisou de o verbalizar, já a aguardava de frasco na mão, o filho entretinha-se a jogar raquetas com um vizinho de um guarda-sol próximo, só a rapariga da janela se encaminhou para a água, assim que uma onda lhe cobriu os pés, respirou fundo, avançou mais uns passos, achou curioso, o único som advinha das águas, olhou para trás, pa...