A validação da alternadeira
Após o
período de férias, mais que merecido num bordel, todos regressam aos seus
postos de trabalho, sorridentes e felizes, há que angariar mais clientes, zelar
pelo seu espaço e morder pelas costas (que mais resta a estes invertebrados
cobardes?), foi vê-los, um a um, entrar com a máscara da felicidade, alguns, por
ignorados motivos, nem o sol viram, como é o caso do tintim, a bichona partiu
de férias roliça e pálida, regressou igual, ao contrário das outras, onde, mal
ou bem, lá se descortinou uns fortuitos encontros com o sol, a palidez desta
bicha, como é óbvio, levantou algumas questões, tudo comentado, de forma
natural, nas suas costas, ninguém lhe queria ferir susceptibilidades, é uma
bicha deveras sensível, e de língua afiada nas costas alheias, previsível,
bichona que se preze tem de ser ágil com a língua, a seu lado chegou a
porcachona, a porca-mor do pântano, uma das predilectas da alternadeira, não há
imundície a que esta se furte, chafurda como poucas naquele lamaçal, chegou
coradita, embora, imaginar esta obesa na praia, seja a visão dos infernos, elegeu,
como seu animal-de-estimação, o tintim, compreensível, a porcachona, a avaliar
pelo seu buço, tem mais testosterona que a bicha, grunhia alegria, a
gordalhona, numa ânsia de proclamar a sua felicidade, os avanços tecnológicos,
de facto, trouxeram instantes de felicidade a estas frustradas, gastam umas pilhas
ou bateria, a aparência não dá para mais, pois, ninguém lhes pega, a zarolha também
foi avistada, efusiva, como sempre, nas costas alheias, estranho foi a
beata-maledicente surgir de óculos-escuros, um possível efeito de uma visão das
funduras, elevação é um conceito obnubilado no pântano da alternadeira, uma
velha-encarquilhada, marreca, dizia, para quem a quisesse ouvir, que, mais uns
meses, e reformava-se, anos suficientes de pântano, percebia-se-lhe uns
problemas de telemóvel, logo, outra obesa, com cara-de-cavalo, se prontificou a
ajudá-la, parece que alguém a bloqueara, não se faz, embora, como é evidente,
nem todos queiram perder o seu precioso tempo a aturar uma velha-encarquilhada,
marreca, proveniente do pântano da alternadeira, o velho sabujo, agora, ainda
mais velho, mais rasteirinho, lá continua chaveiro do pântano da alternadeira, todos
em adulações ao escroque, de camisa imaculamente engomada, a contrastar com o
carácter demasiado lamacento, o manguinhas-de-alpacas nem apareceu, porventura
a terminar uma fraude algures, nada de novo no percurso desta figurinha, no
entanto, uma questão subsiste: onde pára a alternadeira? Anda ocupada com
validações, não por acaso o título desta narrativa, segundo se diz, um dos
múltiplos problemas desta alternadeira é achar-se a mais esperta do pântano e
arredores (a inteligência não entra nestes contextos), assim sendo, gosta de
alterar números a quem ouse enfrentar o pântano, só que a alternadeira possui
um problema de raiz: a esperteza é inversamente proporcional à dimensão das
suas ancas-de-égua (a inteligência não entra nestes contextos); lança os
números e espera que cegamente o receptor os valide, pois, para se compreender
o fedor daquele pântano há dois imperativos requisitos: inteligência e
carácter; coisas que por ali escasseiam, desse modo, a patranha da alternadeira
ruiu em segundos, até pela hora das suas validações, de madrugada, dizem que
não se levanta antes do meio-dia, não é censurável, quem, com facilidade,
conseguiria alçar umas ancas-de-égua do leito? É, sem dúvida, melhor que a caríssima
alternadeira bata a outras portas, alguém, em tempos, escreveu que “Só se
aprende a olhar para cima,” impossível para quem está atolado num pântano,
por ali continuam a grunhir nas costas alheias, quem dá crédito a aberrações frustradas
andantes?! Mas, como o Natal se avizinha, vou juntar umas moeditas para comprar
pilhas, não quero que porcachona e afins sejam privados de uns instantes de
felicidade, talvez a bichona tintim por aqui tenha enveredado, não foi acaso
aparecer roliça e pálida.
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