Uma qualquer falha, no passeio, fê-la regressar ao momento, quase o tornozelo cedia, parou, esperou a dor, veredicto de imobilidade prolongada certa, felizmente apenas uma impressão, nada mais, talvez o carrinho, onde o filho, de meio ano, dormia, ajudasse ao equilíbrio, retomou a marcha, o carrinho, de novo, aos estremeções, passeio fora, pouco depois, avistava o destino, do outro lado da rua, àquela hora, já uma fila considerável, atravessou, os travões de um carro, que se imobilizou numa evidente contrariedade, alarmaram-na, olhou o condutor com uma indisfarçável repulsa, este devolveu com a máscara do desprezo, como se ela não fosse bem-vinda a este lado do existir, afinal, mais um escravo dos ponteiros de um qualquer relógio, talvez os segundos ali subtraídos demasiado preciosos, não se deteve, por muito mais, a olhá-lo, seguiu para a cauda da bicha, que entretanto se avolumara, o carro arrancou numa sonoridade, de pneus guinchantes, desajustada, todos os olhares convergir...