Já passaram três dias, não sei o que hei-de fazer, meu filho, meu querido filho, nem se levanta, é estranho, caiu num torpor, o estore para baixo, o quarto num negrume, rejeita qualquer alimento, a voz sai-lhe arrastada, apenas o nome dela nos é inteligível, maldita seja! Ainda há uma semana, ele em sorrisos, mais esbatidos, é certo, ainda assim em sorrisos, logo que o via ( “Chegou a minha alegria!” ), abraçava-me sempre, meu filho, meu querido filho, como quando era menino, embora, para uma mãe, os filhos nunca vão além da meninice, só o facto de estar, enchia a casa, há quem tenha esse dom, falava-me dos projectos, dos sonhos, dos anseios, e, é verdade, o nome dela omnipresente, Madalena, sempre que proferia Ma-da-le-na, os olhos numa claridade primaveril, a voz amenizava, talvez por soar mais melodiosa, Ma-da-le-na, todos sabíamos, melhor dizendo, aqui em casa todos receávamos que se não proferisse Ma-da-le-na, o seu olhar turvar-se-ia, foi num repente, sabe como é, as c...