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 ...  por vezes, os corpos caminhavam sem lhes obedecer, no automatismo de cumprir o necessário, tal sucede quando a infelicidade é demasiada para a alma... in Para quê??? III

Para quê??? III

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  Não obstante “Aqui jamais serei feliz! Eu não pertenço a este lugar!”, por questões profissionais, teriam de ali permanecer, no mínimo, um ano, ela, sempre mais maleável, adaptou-se perfeitamente à sua nova realidade laboral, apesar das distâncias, quantas vezes as interrogações daquele familiar lhes regressaram (“Vocês têm a certeza? Acham que é uma boa opção? Sempre aqui viveram… Não sei, até a casa parece-me ser bastante deslocada dos vossos trabalhos… Mas, claro, é a vossa vida…”), as estradas tão diferentes das que estavam habituados, sinuosas, estreitas, esburacadas, pejadas de camiões e camiões, tripulados por trolhas e trolhas, numa lentidão exasperante, a vegetação em volta negra, contorcida, imóvel, funesta, nas margens imundas era comum ver-se espelhos de degradação, tudo numa aparência de normalidade, nalguns casos em idade de estar a caminho de uma escola, ali estava o esplendor da decadência, tudo ao alcance da vileza de quem se senta atrás de um qualquer volant...

Para quê??? II

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  Há uma questão que nos assalta, durante a vida, pelo menos três vezes, ele experienciou-a, assim que estacionou o carro, naquela tão comprida garagem –   parecia um carrito de brincar ali colocado pela mão de uma criança, havia algo de enternecedor na sua solidão no meio daquele amplo espaço, dele parecia emanar um grito envergonhado de desamparo –, pela primeira vez (“O que fui fazer à minha vida?! ”), viveu este drama no silêncio de si, embora lhe denotasse um entusiasmo contido, como se caminhasse por terrenos desconhecidos, não se podia permitir inquietá-la com os seus dramas, a mudança levou-lhes cerca de metade das férias, o restante seria para se adaptarem, sentiram-se, desde o primeiro instante, olhados, pelos locais, como estranhos, uma indizível, mas tão palpável, barreira, talvez provenientes de um outro mundo, apesar dos laivos de urbanismo de alguns campónios, uma das piores misturas possíveis, que infelizmente foram conhecendo, também eles, em verdade, não d...
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