Livros do Escritor

Livros do Escritor

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019


(…) pousa a caneta, olha-o, o rosto dele a chamá-la, ela levanta-se, dá-lhe a mão, dedos entrelaçam-se no reforço de uma união sentida, o rosto dela pede-lhe compreensão, ele hesita no cansaço, sim, a fadiga, ter um prato arrefecido como horizonte ao jantar, ela reforça a união de dedos, deposita-lhe o rosto no peito, e murmura inaudivelmente Sabes, tenho o mundo dentro de mim, assim ficam durante algum tempo. Enquanto, lá fora, as luzes dos homens turvam o mapa dos céus.
in Não saias do meu horizonte

domingo, 13 de janeiro de 2019


Será viver o desaprender do sonho?

in Para quando uma luz que ilumine a noite da minha alma?  

terça-feira, 8 de janeiro de 2019


(…) quanto a ti, suprimimos, por uns tempos, as nossas solidões, contudo, a minha regressava, creio que, de facto, nunca partiu, sempre aqui esteve comigo, acompanhou-me em cada passo, tenho de ir, ouço minha Avó a chamar-me, está ali, um pouco mais acima, talvez precise de ajuda com a lenha.
in Harmonia

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019


Antes adormecer sozinha do que iludida – o despertar torna-se menos doloroso. 

in Chegou a hora

domingo, 6 de janeiro de 2019

Para quando uma luz que ilumine a noite da minha alma?



Há uns dias que esta frase não me larga (O sonho tem a altura da infância), surgiu-me assim de rompante, como quase todas as frases, nem me lembro onde estava, e eu, fascinado, a ouvir o seu eco em mim, O sonho tem a altura da infância, e a compreender, subitamente, muita coisa, a começar pela estreiteza dos meus sonhos, de facto, já tiveram horizontes mais latos, entardeceres mais alaranjados, noites mais azuladas, pois, de facto, hoje tudo uma outra coisa, será viver o desaprender do sonho? (…)

sábado, 5 de janeiro de 2019


(…) Afinal, esta é uma realidade paralela do quotidiano. Uma realidade que se quer esquecida. Circunscrita por muros altos. Não se vá escapar, e relembrar, diante do rosto de cada um de nós, a nossa temporalidade. 
in Do outro lado do rio, há uma margem