Um livro na mão, o mundo no pensar
Amanhã temos de ir às compras! Falta… Desliguei, já não o ouvi mais, às vezes, assalta-me esta noção de absurdo, como se tudo isto fosse uma ridícula encenação repetida até ao que permite a exaustão de cada um, Amanhã temos de ir às compras! Falta… Ouço, durante os cinco dias, a que alguns baptizaram pomposamente de dias úteis, que, no fundo, se revelam de uma total inutilidade para o viver, eu que o diga, atrás daquele balcão, com um obrigatório sorriso postiço, mesmo quando percebo que a carteira é inversamente proporcional aos modos e aparência de quem lá entra, afinal, a experiência também é saber, ultimamente nem bom-dia ou boa-tarde , nada, às vezes questiono-me a quem dará jeito esta queda da educação, o que custa um singelo bom-dia ? Quantas almas já não se terão erguido ao ouvir tal saudação? E quanta melodia não fica a pairar quando se diz bom-dia? Até parece uma declaração de esperança, uma saudação à luz que se ergue algures por aí… No dia seguinte, já sei que de t...