Livros do Escritor
domingo, 21 de julho de 2019
sexta-feira, 12 de julho de 2019
Um gesto do ontem apresenta-se ao amanhã
Há uns dias, por exemplo, num momento da tarde,
creio que regressava a casa, levantou-se-me esta memória: houve um Natal, teria
cinco ou seis anos, o primeiro após o divórcio, lembras-te, claro, foi o meu
pai a sair de casa. Bom, ao contrário do expectável, tive o Natal com mais
prendas: mãe, avós, tios, até vizinhos, parecia que todos procuravam
compensar-me pelo divórcio. Percebi, pelo soar da campainha, a chegada do meu
pai, não me perguntes como, aquelas coisas que simplesmente sabemos numa zona
de nós tão longe e simultaneamente tão próxima do mundo, mas, como dizia, foi
após o jantar, ainda deu tempo de abrir mais de metade das prendas, estava tão
feliz, lutava e lutava com papel de embrulho, de facto, há lutas que dão
prazer, não me passou despercebido, logo após a campainha soar, o cessar das
conversas, um silêncio que ampliava o próprio respirar, curioso, não me recordo
de quem abriu a porta, minha mãe não foi, isso tenho presente, talvez uma das
minhas tias, a imagem de meu pai, à entrada, surgiu-me, tímido, renitente em
avançar, olhou em volta à espera de um incentivo, acabou por surgir através do
afável gesto de um dos meus tios, lá entrou, em tímidos passos, à medida que se
ia aproximando, denotei-lhe uma crescente noite pelo rosto...
sexta-feira, 5 de julho de 2019
… foi há
algum tempo, num Agosto de Sul, que me surgiu esta ideia, pois, o emissário
sempre desconhecido, olhei para aquele planalto, sobre o rio que encontra a
verdade salgada do mar, onde repousam sonhos de outrora, e pensei que ali
também queria repousar os meus, não há melhor lugar quando o momento de
compreender a minha verdade salgada chegar…
in Quando partir gostava de ali ficar
quinta-feira, 4 de julho de 2019
Subscrever:
Mensagens (Atom)





