Livros do Escritor

Livros do Escritor

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

A Porcachona e o Tintim II


 

A pedido de muitos leitores, hoje vou dar conta do paradeiro destas sinistras figuras, a Porcachona (uma obesa, com o cabelo pintado de amarelo, que arranha castelhano, divorciada, mais que previsível, quem aguentaria, por muito tempo, a Porcachona?) e o Tintim (um boneco que ambicionava ter o dom da escrita, destino vilão que não lhe conferiu tal dádiva, é vê-lo andar diariamente com um livrito debaixo do braço, sempre confere um ar erudito, a melhor definição deste boneco proveio de um “dito seu amigo”: “É como a cortiça, está sempre à superfície), que tanta emoção despertaram, a crónica anterior serviu para as apresentar e reflectir no seu modus operandi, por estes dias, o boneco é visto em diálogos sussurrados, só muda de interlocutor, talvez questione se é assim tão dramático ou inabitual o facto de usar umas cuequinhas do Tintim, uma questão merecedora da devida reflexão, quem passe por perto nem uma sílaba ouve, um tema sensível compreende-se, do foro mais que íntimo, a roupa interior não é para ser apregoada a uma brisa, quanto mais a qualquer dos ventos do mundo, ainda há quem grosseiramente apelide o nosso boneco de “Limões”, com sinceridade, que falta de respeito, anda o nosso boneco, com uma profunda crise existencial, em diálogos sussurrados, só muda de interlocutor, talvez questione se é assim tão dramático ou inabitual o facto de usar umas cuequinhas do Tintim, e um qualquer boçal apelidá-lo de “Limões”, a Porcachona é uma das suas habituais confidentes, essa, como se sabe, muito distante de umas cuequinhas do Tintim, pelas calças, não obstante o XXL, apertadas, sobressaem as marcas do pára-quedas a que devia chamar de cuecas, desculpem, pela dimensão acreditem era, sem dúvida, um pára-quedas, a Porcachona ficou muito desagradada por este facto ter vindo a público, talvez receie ser incriminada se algum pára-quedas desaparecer da base de Tancos, pois, é uma chatice, um risco que corre a cada instante, assim sendo, tratou de arregimentar maldizentes frustrados à sua imagem, fica um significativo conselho: Ten mucho cuidadito, Porcachona, el mundo es pequenito; e, convenhamos, com aquela volumetria, não é muito difícil encontrar a Porcachona, parece que, num contexto onde tanto gosta de arrotar alarvidades (não sejam críticos, o que se pode esperar de uma Porcachona?), entrou de focinho no chão e nem um singelo grunhido emitiu, o que se terá passado? Nestes últimos tempos, prefere grunhir com as portas fechadas, não vá alguém, mais indiscreto, reparar nas marcas do pára-quedas a que devia chamar de cuecas, desculpem, pela dimensão acreditem era, sem dúvida, um pára-quedas, o boneco felizmente não perdeu o seu andar bamboleante – menos mal, as características inatas não declinem –, algo que lhe é tão particular, embora se lhe denote, nestas últimas semanas, algum cinzentismo, que nem as floridas e largueironas camisas, para encobrir as notórias e emergentes rotundas formas, conseguem maquilhar, os infortúnios da existência, por norma, servem de factor de aproximação, não era este o caso da Porcachona e do Tintim, já o eram antes de se tornar pública a questão da roupa interior, no entanto, aproximou-os ainda mais, recorde-se a aversão do boneco a volantes e pedais, aqui chegados, e por uma questão de dignidade, tenho de manifestar a minha solidariedade com o Tintim, onde já se viu apelidá-lo de “Limões”?! Que grosseria! Era caso para interpelar esse boçal e questionar: “Veja lá se quer levar um tabefe?” Grande falta de respeito! Escolhe-se, com o devido cuidado, as cuequinhas do Tintim de véspera, para depois nodoarem, dessa vil forma, a imagem de uma pessoa?! Não há direito! Há com cada um! Resta um diálogo sussurrado, só muda de interlocutor, talvez questione se é assim tão dramático ou inabitual o facto de usar umas cuequinhas do Tintim, uma questão merecedora da devida reflexão, quem passe por perto nem uma sílaba ouve, um tema sensível compreende-se, do foro mais que íntimo, também reforçou, há uns dias, num tom piedoso e com umas sofríveis linhas, um adeus, fica sempre bem, colhe aplausos da acéfala plateia, tudo em uníssono, não fosse aquele desdenhoso “Limões”, quanto à Porcachona resta-lhe fechar as portas, não vá alguém, mais indiscreto, reparar nas marcas do pára-quedas a que devia chamar de cuecas, desculpem, pela dimensão acreditem era, sem dúvida, um pára-quedas, aí já não se poderia apelidar de “Limões”, nem de melancia que, ao lado daquelas nádegas, afigurar-se-ia uma simples cereja, para arregimentar maldizentes frustrados à sua imagem, mas fica um significativo conselho: Ten mucho cuidadito, Porcachona, el mundo es pequenito.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.