A pedido de muitos leitores, hoje vou dar
conta do paradeiro destas sinistras figuras, a Porcachona (uma obesa, com o
cabelo pintado de amarelo, que arranha castelhano, divorciada, mais que
previsível, quem aguentaria, por muito tempo, a Porcachona?) e o Tintim (um boneco
que ambicionava ter o dom da escrita, destino vilão que não lhe conferiu tal
dádiva, é vê-lo andar diariamente com um livrito debaixo do braço, sempre confere
um ar erudito, a melhor definição deste boneco proveio de um “dito
seu amigo”: “É como a cortiça, está sempre à superfície), que tanta emoção despertaram,
a crónica anterior serviu para as apresentar e reflectir no seu modus operandi,
por estes dias, o boneco é visto em diálogos sussurrados, só muda de interlocutor,
talvez questione se é assim tão dramático ou inabitual o facto de usar umas
cuequinhas do Tintim, uma questão merecedora da devida reflexão, quem passe por
perto nem uma sílaba ouve, um tema sensível compreende-se, do foro mais que
íntimo, a roupa interior não é para ser apregoada a uma brisa, quanto mais a
qualquer dos ventos do mundo, ainda há quem grosseiramente apelide o nosso
boneco de “Limões”, com sinceridade, que
falta de respeito, anda o nosso boneco, com uma profunda crise existencial, em
diálogos sussurrados, só muda de interlocutor, talvez questione se é assim tão
dramático ou inabitual o facto de usar umas cuequinhas do Tintim, e um qualquer
boçal apelidá-lo de “Limões”, a
Porcachona é uma das suas habituais confidentes, essa, como se sabe, muito
distante de umas cuequinhas do Tintim, pelas calças, não obstante o XXL,
apertadas, sobressaem as marcas do pára-quedas a que devia chamar de cuecas,
desculpem, pela dimensão acreditem era, sem dúvida, um pára-quedas, a
Porcachona ficou muito desagradada por este facto ter vindo a público, talvez
receie ser incriminada se algum pára-quedas desaparecer da base de Tancos, pois,
é uma chatice, um risco que corre a cada instante, assim sendo, tratou de arregimentar
maldizentes frustrados à sua imagem, fica um significativo conselho: Ten mucho
cuidadito, Porcachona, el mundo es pequenito; e, convenhamos, com aquela
volumetria, não é muito difícil encontrar a Porcachona, parece que, num
contexto onde tanto gosta de arrotar alarvidades (não sejam críticos, o que se
pode esperar de uma Porcachona?), entrou de focinho no chão e nem um singelo
grunhido emitiu, o que se terá passado? Nestes últimos tempos, prefere grunhir
com as portas fechadas, não vá alguém, mais indiscreto, reparar nas marcas do
pára-quedas a que devia chamar de cuecas, desculpem, pela dimensão acreditem
era, sem dúvida, um pára-quedas, o boneco felizmente não perdeu o seu andar
bamboleante – menos mal, as características inatas não declinem –, algo que lhe
é tão particular, embora se lhe denote, nestas últimas semanas, algum
cinzentismo, que nem as floridas e largueironas camisas, para encobrir as
notórias e emergentes rotundas formas, conseguem maquilhar, os infortúnios da
existência, por norma, servem de factor de aproximação, não era este o caso da
Porcachona e do Tintim, já o eram antes de se tornar pública a questão da roupa
interior, no entanto, aproximou-os ainda mais, recorde-se a aversão do boneco a
volantes e pedais, aqui chegados, e por uma questão de dignidade, tenho de
manifestar a minha solidariedade com o Tintim, onde já se viu apelidá-lo de “Limões”?!
Que grosseria! Era caso para interpelar
esse boçal e questionar: “Veja lá se quer levar um tabefe?” Grande falta de respeito! Escolhe-se, com o
devido cuidado, as cuequinhas do Tintim de véspera, para depois nodoarem, dessa
vil forma, a imagem de uma pessoa?! Não há direito! Há com cada um! Resta um
diálogo sussurrado, só muda de interlocutor, talvez questione se é assim tão
dramático ou inabitual o facto de usar umas cuequinhas do Tintim, uma questão
merecedora da devida reflexão, quem passe por perto nem uma sílaba ouve, um
tema sensível compreende-se, do foro mais que íntimo, também reforçou, há uns
dias, num tom piedoso e com umas sofríveis linhas, um adeus, fica sempre bem,
colhe aplausos da acéfala plateia, tudo em uníssono, não fosse aquele
desdenhoso “Limões”, quanto à
Porcachona resta-lhe fechar as portas, não vá alguém, mais indiscreto, reparar
nas marcas do pára-quedas a que devia chamar de cuecas, desculpem, pela
dimensão acreditem era, sem dúvida, um pára-quedas, aí já não se poderia
apelidar de “Limões”, nem de melancia
que, ao lado daquelas nádegas, afigurar-se-ia uma simples cereja, para arregimentar
maldizentes frustrados à sua imagem, mas fica um significativo conselho: Ten
mucho cuidadito, Porcachona, el mundo es pequenito.
Livros do Escritor
terça-feira, 16 de dezembro de 2025
A Porcachona e o Tintim II
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.