Livros

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quarta-feira, 23 de maio de 2018


terça-feira, 22 de maio de 2018

A ascensão dos medíocres - Pedro de Sá

segunda-feira, 21 de maio de 2018

A singularidade de um gesto de amor




Há uns dias deparei-me com uma evidência: há gestos que se me tornaram impossíveis por se terem consubstanciado em palavra. Foi numa noite que ameaçava chuva, havia dúvidas, demasiadas talvez, no ar, da minha parte, dela também, entretanto, um jantar, vários convidados, fiquei de a ir buscar a casa, nessa altura uma chuva miudinha turvava horizontes, logo aproximava as coisas, à hora marcada, eu à porta dela, como combinado, um toque para o telefone anunciava a minha chegada, ela a descer, havia uma distância, próxima da altivez, na sua voz e gestos que me agradava profundamente, denotei-a assim que entrou no carro, como sempre, eu com melodias do ontem, ainda hoje não sei se lhe agradavam, embora música, para mim, fosse um veículo para me evadir da minha circunstância e regressar a lugares do ontem onde, afinal, compreendo hoje o que é isso da felicidade, porque é sempre retrospectiva (...)

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Entrevista a Pedro de Sá na RTP1



Os "equívocos da existência" fizeram-me cancelar toda a promoção do "Harmonia" - o meu melhor livro. Bem distante dos tempos do "Do outro lado do rio...", onde cumpri escrupulosamente com a calendarização promocional.

domingo, 13 de maio de 2018


Creio que, a certa altura, escrevia para não enlouquecer. Seja lá o que isso for da loucura! Com os meus oitenta e dois anos na terra dos homens continuo sem saber o que é a loucura! Mas, sim, ele abriu uma porta, como todos que escrevem – repare: eu disse: escrevem, e não escrevinham, creio que entendeu –, daí as vozes, a quem a caneta cegamente obedece, percebia-se tão bem quando ele estava imbuído num livro, um pouco como quem está a viver uma enormíssima paixão: distante, feliz, absorto, com pressa em regressar, antes que o perca…
in Harmonia

Incessante Efemeridade das Vagas por Pedro de Sá