Uma
das piores coisas da vida é ver um erro grosseiro repetir-se, bem diante de
nós, sem que nada possamos fazer para alterar o rumo do acontecer, isto
geralmente devolve-nos um sentir de orfandade, uma regressada incompreensão das
coisas, como se nos aproximássemos de uma janela, para vislumbrar a ansiada
paisagem, contudo, quando estamos mesmo a chegar, mesmo a chegar, quase a
sentir a brisa no rosto, logo se fecha, com estrondo, diante da nossa
incredulidade, mas uma questão impõe-se: por que é que permitimos que um
grosseiro erro se repita? De facto, se houvesse resposta para tal, eu teria
sanado do meu existir tão nefasto regresso, em vez de assistir, impassível, ao
seu desenrolar, bem diante de mim (...)
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