Livros do Escritor

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terça-feira, 17 de julho de 2018

Para onde eu for, levo-me comigo




É estranho pensar no que fui sendo o hoje que sou, mas encontro, apesar de tudo, pontes, umas mais estreitas do que outras, é um facto, dependendo do ontem, há muito que deixei de olhar fotos e objectos de dias idos, não sei porquê, mas, com o tempo, virei-lhes costas, e o véu do desinteresse toldou-me a visão, como se compreendesse o carácter irrepetível das coisas, contudo, apesar desta súbita clarividência, para o amanhã só um enorme bocejo, esvaiu-se-me a magia da meninice, a tal que permitia olhar o mundo como um lugar onde o sonho deixa pegada, sei que não estou só nesta inferência, mas tenho a certeza de que poucos por aqui se demoraram, daí que se tenham acelerado os ponteiros do tempo (…)

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