"E agora, minha filha? Sei que tiveste de ser sedada já por duas vezes. Dizem que, por vezes, acontece. Não te preocupes, ainda não há falatório. Ele, lá fora sentado, só está preocupado contigo. Agora, a mim preocupa-me o inocente que ainda nem a mãe conhece. Vais alimentá-lo enquanto conseguires. Chegou a altura de representares um papel deveras difícil. Depois, alegas o que quiseres, que eu cuido dele. Não te esqueças: só se aprende ao olhar para cima. Mas disto, és incapaz! Sabes, serás sempre infeliz, porque viverás sempre contigo. Exactamente de onde foges a cada instante. Talvez seja esse o bálsamo da morte: libertarmo-nos de nós."

in "Do outro lado do rio, há uma margem"

Comentários

Mensagens populares deste blogue

A Porcachona e o Tintim

O Bugs Bunny

Um não assunto