quinta-feira, 13 de setembro de 2018
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
terça-feira, 4 de setembro de 2018
Etc…
Acabo de
terminar a chamada e ainda perdura em mim a voz, melodiosa de esperança, da minha
filha mais nova “Domingo, não queres vir almoçar cá a casa connosco?”, acho
espantosa a sua inextinguível capacidade de perdão, depois de tudo, sento-me na
cama e olho a fotografia, talvez ali propositadamente colocada, na
mesa-de-cabeceira, pela minha mãe, nós os quatro, sorridentes, como não podia
deixar de ser, foi no casamento de um primo dela, as miúdas bem mais novas, é
natural, passaram doze anos, e parece que foi há pouco, talvez anteontem, doze
anos, meu Deus (levanta-se-me, de imediato, uma velha e cansada questão: Quando
perdi o tempo?), contudo, se atentar bem, tanta coisa passou, os sorrisos
daquela foto esmoreceram, o casamento do primo também, tal como o nosso, e por total
culpa minha, agora que olho para isso, desta distância, ainda a voz, melodiosa
de esperança, da minha filha mais nova (“Domingo, não queres vir almoçar cá a
casa connosco?”), continuo sem perceber muito bem se errei, porque, de certa
forma, não, minto, se me fosse concedida a possibilidade de retornar no tempo, sei
que daria exactamente os mesmos passos, não há como lhe fugir, com todo o sal
que daí brotou, em mim e nos outros (...)
sábado, 1 de setembro de 2018
... ficámos a ver os últimos vestígios de luz no horizonte, umas pinceladas de laranja que irrompiam do cinzentismo generalizado, as águas espelharam avidamente cada resquício de luz, como se sedentas de cor antes dos braços da noite, nós ali ficámos a assistir emudecidos e gratos àquele final...
in Deslumbramento
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
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