segunda-feira, 28 de maio de 2018
quarta-feira, 23 de maio de 2018
terça-feira, 22 de maio de 2018
segunda-feira, 21 de maio de 2018
A singularidade de um gesto de amor
Há uns dias deparei-me com uma
evidência: há gestos que se me tornaram
impossíveis por se terem consubstanciado em palavra. Foi numa noite que
ameaçava chuva, havia dúvidas, demasiadas talvez, no ar, da minha parte, dela
também, entretanto, um jantar, vários convidados, fiquei de a ir buscar a casa,
nessa altura uma chuva miudinha turvava horizontes, logo aproximava as coisas,
à hora marcada, eu à porta dela, como combinado, um toque para o telefone anunciava
a minha chegada, ela a descer, havia uma distância, próxima da altivez, na sua
voz e gestos que me agradava profundamente, denotei-a assim que entrou no
carro, como sempre, eu com melodias do ontem, ainda hoje não sei se lhe
agradavam, embora música, para mim, fosse um veículo para me evadir da minha
circunstância e regressar a lugares do ontem onde, afinal, compreendo hoje o
que é isso da felicidade, porque é
sempre retrospectiva (...)
quarta-feira, 16 de maio de 2018
segunda-feira, 14 de maio de 2018
Entrevista a Pedro de Sá na RTP1
Os "equívocos da existência" fizeram-me cancelar toda a promoção do "Harmonia" - o meu melhor livro. Bem distante dos tempos do "Do outro lado do rio...", onde cumpri escrupulosamente com a calendarização promocional.
domingo, 13 de maio de 2018
Creio que, a certa altura, escrevia para não
enlouquecer. Seja lá o que isso for da loucura! Com os meus oitenta e dois anos
na terra dos homens continuo sem saber o que é a loucura! Mas, sim, ele abriu
uma porta, como todos que escrevem – repare: eu disse: escrevem, e não escrevinham,
creio que entendeu –, daí as vozes, a quem a caneta cegamente obedece,
percebia-se tão bem quando ele estava imbuído num livro, um pouco como quem
está a viver uma enormíssima paixão: distante, feliz, absorto, com pressa em
regressar, antes que o perca…
in Harmonia
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