Apercebi-me de que trazia maresia comigo, assim que entro, dela só as costas, nem vestígios do rosto, àquela hora ocupava-se do jantar, enquanto os miúdos algures perdidos por algum écran, nem se apercebeu da minha entrada ou preferiu olhar noutra direcção, quedei-me pela dúvida, se bem que não por muito tempo, afinal, trazia maresia comigo, pouso a chave de forma audível, o suficiente que a fizesse olhar-me, ainda assim, ela não descurou a sua actividade, permaneceu de costas, por momentos, pensei que sentisse a maresia que trazia comigo...
segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
Pouso Feliz
Apercebi-me de que trazia maresia comigo, assim que entro, dela só as costas, nem vestígios do rosto, àquela hora ocupava-se do jantar, enquanto os miúdos algures perdidos por algum écran, nem se apercebeu da minha entrada ou preferiu olhar noutra direcção, quedei-me pela dúvida, se bem que não por muito tempo, afinal, trazia maresia comigo, pouso a chave de forma audível, o suficiente que a fizesse olhar-me, ainda assim, ela não descurou a sua actividade, permaneceu de costas, por momentos, pensei que sentisse a maresia que trazia comigo...
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
domingo, 10 de dezembro de 2017
A dificílima arte desta coisa de nome viver
E, de repente, compreendo que já
percorri mais de metade do meu caminho. Resolvo sentar-me e reflectir nisto.
Olho para trás e tudo se me afigura uma irrealidade, como se uma névoa turvasse
a minha estadia por aqueles lugares, apenas as cicatrizes como testemunho da
autenticidade do ido. Tão estranho: já percorri mais de metade do meu caminho…
E continuo à procura de uma razão para caminhar, como se, em grande parte, me
tivesse deixado conduzir, ao sabor de uma corrente de velada fonte, por vezes,
vislumbro um sentido para as coisas, contudo, logo de seguida desvanece-se do
meu horizonte, no seu lugar apenas um desdenhoso absurdo, que me atomiza de
encontro aos meus mais turvos receios...
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
"Entretanto, descera um silêncio de
adeus no parque. Começou, também, a mover harmonia sob as águas, ao mesmo tempo
que olhava as impressões do movimento. As impressões nascidas de si. Cada vez
menos gente no parque. As janelas, dali avistadas, iluminavam-se. Olhou ainda
as águas. E o crescente silêncio do carrinho. Já era tarde. Estava na hora de
voltar. Levantou-se. Inicia um regresso vazio. Estava a ficar fresco, pensou. É
melhor estugar o passo. Não vá o bebé acordar. Mas ainda a fonte. Detém-se num
último olhar. A rapariga… Onde? Sim, é isso, onde nos perdemos? A mão no
ventre, o olhar nas águas, e a incompreensão do silêncio."
in A alma reflecte-se num espelho d´água
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