Livros

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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Incessante Efemeridade das Vagas por Pedro de Sá

quarta-feira, 17 de maio de 2017

"O dia amanhecia, de novo, pardacento, como se esse véu emergisse das águas, e colorisse os céus. O solitário das águas estava, agora, num estatismo arrogante. Como se apelasse a um artista anónimo. Como se cumprisse um ritual. Como se aquele fosse, de facto, o seu lugar no mundo. " in "Do outro lado do rio, há uma margem"



domingo, 14 de maio de 2017

Quando a magia decidiu partir…



Hoje vou falar de futebol. Confesso que desconheço o que me impele a tal coisa. Afinal nunca havia escrito sobre o mundo da bola. Apesar de, quem me conhece, saber da minha paixão por um clube que morou a Norte… Não é equívoco o uso do pretérito. De facto, o meu Futebol Clube do Porto partiu para um qualquer lugar incógnito... E não há sinais de que tão cedo regresse. Numa madrugada de há muito, mas simultaneamente parece que ontem, acordei sozinho, nem dei trabalho ao despertador, por casa, o silêncio da hora, pelas ruas, volta e meia, o eco de um carro como um singular lamento num tempo que se prolonga em demasia, mas, como disse anteriormente, hoje vou falar de futebol, pouco passava das cinco da manhã, nessa madrugada de há muito, porém, foi das vezes que menos me custou a acordar, para mim, talvez pela idade, ainda desconhecia o que era uma lâmina de barbear, havia qualquer coisa de aventura no ar, um quê de magia sobre as coisas, algo de irrepetível que só a meninice proporciona, talvez seja o futuro de portas escancaradas, pois, talvez...

domingo, 23 de abril de 2017

Rio Pranto



Sempre ouvi dizer que Chorar faz bem! Não sei se é verdade. Talvez seja uma forma que encontrámos para nos levantarmos e retomar o caminho… Pois, é possível. Conheci-a há uns anos, numa fase da minha vida complicada, como se alguma vez a minha vida tivesse outra coisa que não fases complicadas, tinha alugado um quarto numa pensãozita esconsa, metida numa travessa onde dia e noite se confundiam...

sexta-feira, 14 de abril de 2017

O desencanto impronunciado de um Domingo à tarde



Foi assim, num repente, mas como tudo nesta vida, demorou o seu tempo, embora, para mim, reafirme que foi num repente, como dizia, após duas décadas, que, vistas daqui, parecem-me dois dias, ele Precisamos de conversar… Não sei se foi do Precisamos de conversar, de suster a respiração para articular as palavras, da sua expressão que denunciava uma irredutibilidade demasiado teatral, tudo num esforço...